Hacktivist by Graspop Metal Meeting festival photos on Flickr.J. Hurley esculachando geral.

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J. Hurley esculachando geral.

The Contortionist - Causality from KOTK Productions on Vimeo.

O som que entorpece e faz viajar, The Contortionist! Get stoned!

Volumes - Edge of The Earth (análise)

Hoje eu vou analisar e interpretar uma canção da banda californiana de metal/djent Volumes, chamada Edge of The Earth e que é incrívelmente linda de bonita.

Quem quiser conferir a letra em inglês, pode clicar aqui e quem quiser conferir a letra traduzida por mim, pode clicar aqui. Vamos começar:

Edge of The Earth é a 11ª canção do álbum de estréia do Volumes, que foi lançado em 2011 e se chama Via. A canção tem elementos eletrônicos, levada polirrítimica e sonoridade djent. Os vocais agressivos são feitos pelos vocalistas Michael Barr e Gus Farias e os vocais limpos são cantados pelo ex-guitarrista da banda, Daniel Schwartz.

Com um refrão absurdo e extremamente grudento, Edge of The Earth aparentemente fala sobre um possível encontro alienígena e até mesmo sobre abdução. No início da canção, nos é dada a informação de que o personagem principal e narrador se encontra no meio do deserto, esperando por algo, até que “eles” tocam o chão, "Imploding on the cracked mud surface", como se algo estivesse aterrisando.

I turned my head to the left
And I knew I could not be drugged
Orbs with infusion white
Mirroring the image of a silhouette
At the edge of the earth”

O verso acima nos mostra que testemunhar aquela cena é tão incrível, que nem mesmo o personagem consegue acreditar, fazendo com que ele se questione se está drogado ou não. Após contemplar as orbes de luz, o personagem nos diz que elas refletem a imagem de uma silhueta… Essa informação insinua fortemente que a silhueta refletida é a silhueta de uma ser alienígina. Agora, temos o desfecho dessa história:

You misunderstood the gravity
As the weight falls apart
You’ll watch me walk away
I walk away
Calm as the wind
You’ll watch me go

Creio que os versos acima tratam sobre como o personagem é abduzido pelos seres extra-terrestres e sobre como a gravidade deixa de pesar sobre o seu corpo, fazendo que ele se eleve, partindo da terra “calmo como o vento”. Agora sobre o refrão, vamos analisar como o personagem reflete sobre toda aquela situação:

And I’m here tonight
Underneath the influence
And why can’t I find a way out 
It’s calling me tonight
This secret I have become
At the edge of the earth

Aqui vemos que toda a situação é um caminho sem volta, pois o personagem não consegue encontrar uma saída para o seu chamado (ou a sua abdução) e resumindo todo esse cenário, o personagem nos informa que tudo aquilo o tornou um segredo, at the edge of the earth… E até mesmo, quem sabe, off the earth,

Analisando bem, parece que a capa do álbum Via se passa num futuro onde os aliens abduzem os humanos em massa, como se houvesse um “elevador de luz” instalado no chão, fazendo como que todos aqueles que se lançam no elevador, sejam elevados diretamente pro destino alienígena.

Encerrando: ouçam Volumes, a banda é incrível e tem canções intensas que podem servir de soundtrack pra sua vida de uma forma positiva, fazendo com que uma audição de suas canções, seja um flashback instantâneo para aquele bom momento vivido tempos atrás.

Obs: a intepretação aqui publicada reflete diretamente a minha visão sobre o significado da canção analisada em questão.

São 23:00. Estou retornando. O receio de não chegar é grande. Por ser dependente de meios que não dependem de mim para que eu possa chegar ao meu destino, vejo quem não depende dos outros, passando diante dos meus olhos, como que num piscar de olhos. E é como morrer.

Mais uma vez, os quilometros se acumulam de forma absurda, o tempo se acumula, o cansaço se acumula, e a esperança se esvai, sempre tornando notório o quanto a recompensa não está fazendo valer o sacrifício.
Dentro do trem, as luzes refletem no vidro das janelas, tornando o meu reflexo iminente, revelando um jovem velho e sem forças, que falha até mesmo em tentar admirar o céu noturno, poluído pela luminosidade urbana.

Falha até mesmo em chegar ao seu destino diário. Falha nas pequenas coisas, falha nas grandes. Fale.

Entorpecido

Já não sofro mais. Os espinhos perfuram a carne, mas já não sinto mais dor. E já não há mais sangue para derramar.

É como se eu estivesse morto.
Mas ainda consciente do mundo desmoronando ao meu redor. Nada se resolve, tudo se complica, se agrava, sem solução.

Aguardarei a vida passar, para que o fim cumpra o seu papel e termine de matar esse corpo moribundo, dando cabo de mais um parasita nesse mundo indiferente.

Lamento

Ontem eu errei.
Não foi erro que me causou perda, mas foi um erro onde eu deixei de ganhar.
A amargura desse erro traz um desconforto enorme, e a dificuldade em tentar deixar isso pra trás é imensa. O erro de ontem não me prejudica hoje, mas não me trará benefícios amanhã. E isso dói demais.

Infelizmente não há solução. Mas assim, de qualquer forma, é só um desabafo. 

Mudança

Há fases. Esse é o primeiro passo. Reconhecer que nós passamos por fases. Algumas fases duram mais, outras menos. Mas ainda assim são fases. E o medo de mudar porque nos importamos com o que os outros vão pensar? Péssimo.

É engraçado como olhamos pra trás e achamos extremamente ridículo como éramos, como pensávamos, como nos vestíamos, etc. E pensando um pouquinho mais, nos lembramos de que achávamos aquilo tudo o máximo. Era tão legal, não é?

Bem… Fico pensando se daqui a alguns anos, verei as coisas que vivo hoje, da mesma forma que vejo as coisas do passado. E não, não tenho medo de mudar. Ontem eu estava conversando com uma pessoa e expus uma idéia. Ela me indagou: “Mas você tá se contradizendo, você não pensava assim da última vez… Como assim?” Bem… Não penso mais daquela forma, oras. Digamos que Raul Seixas foi um cara sábio ao dizer que preferia ser uma metamorfose ambulante. Eu também creio que seja bem melhor. Ter uma velha opinião formada sobre tudo calcifica o bom senso e a maleabilidade em se adaptar aos novos tempos, pois da mesma forma que mudamos, o mundo também muda.

Já fui (e estou pra ser) muitas coisas. E felizmente, com o passar do tempo, fui mudando de acordo com cada fase. E é incrível como na maioria das vezes, as mudanças só nos fazem bem. Não tenho mais medo de mudar. A vida é curta demais para se prender à apenas algumas coisas passageiras por tanto tempo.

Esperando novamente…

A espera por algo que se quer muito, nada mais é que ansiar que o futuro se torne presente. E após a longa espera, onde a esperança parece suprir essa necessidade inflamada pela realização do desejo, o tão sonhado futuro se torna presente.

Após usufruirmos a tão aguardada recompensa, caímos novamente no ciclo de querer mais, buscar outros objetivos e fazer daquilo que lutamos tanto para conquistar, uma breve memória no mundo do que já foi, do passado.

Vivo todos os dias pensando em como conseguir certas coisas, em como ser bem sucedido e em como eu me sentiria caso eu alcançasse os tais objetivos…
Tudo o que já conquistei faz mais parte do passado do que do presente, e de alguma forma, é sempre mais agradável lembrar das coisas que já passaram do que olhar pro agora e acabar não sentindo-se satisfeito.

Talvez essa seja a recompensa de toda luta e de toda espera… Tornar o futuro presente, e o bem presente, passado. Pra que tudo o que tenha sido vivido, de alguma forma seja lembrado com aquele gostinho de “Eu consegui.”.

Sinto saudades…

Ela, sempre guerreira, nunca fugiu à luta, sempre encarou todos os desafios sem temor e com muita persistência, conseguiu fazer dele o homem que é hoje.

Ela, que teve as suas decepções com a vida, jamais deixou que isso afetasse a relação que tinha com o seu filho, e de todas as maneiras, sempre tentou ajudá-lo, sempre quis ver o seu bem.

Inabalável na sua posição de mãe, sempre fez o possível pra que ele estivesse vestido, alimentado e feliz. Nunca lhe faltou nada.

E é por isso que hoje ele se sente grato por ter sido tão protegido, de uma forma tão peculiar, pelo abrigo mais seguro de todos.

Uma verdadeira fortaleza, um local de amparo e descanso, alívio.

Obrigado por tudo, mãe.